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dc.creatorSampaio, Ana Kamily
dc.date.accessioned2026-02-04T18:38:09Z
dc.date.available2026-02-04T18:38:09Z
dc.date.issued2025-12-08
dc.identifier.citationSAMPAIO, Ana Kamily de Souza. As práticas pedagógicas em saúde no IFRN como dispositivo de resistência a medicalização do corpo : rompendo os fios da marionete. Tese (Doutorado em Educação Profissional) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://memoria.ifrn.edu.br/handle/1044/3103
dc.description.abstractThis thesis investigated the relationships between multidisciplinary pedagogical practices in health at the Federal Institute of Education, Science, and Technology of Rio Grande do Norte (IFRN) and the process of body medicalization in contemporary society. The study was based on the understanding that medicalization, by transforming human experiences into objects of biomedical intervention, also permeates the school environment, affecting bodies and subjectivities. In contrast, educational practices in health can act as devices of resistance, creating fissures in hegemonic discourses and producing new modes of subjectivation. The general objective was to analyze the discourses on pedagogical practices in health at IFRN in order to understand how this discursive production, by challenging the functioning of the body medicalization in contemporary times, constitutes a device of resistance. The specific objectives were: to discuss the body medicalization in contemporary times and its possible implications for Professional and Technological Education (EPT); to understand the conditions of possibility that give rise to discourses on pedagogical practices in health in the institutional documents of the IFRN; and to problematize the discourses of the multidisciplinary health team, highlighting the extent to which such practices operate as forms of resistance to medicalization. The research was developed under Foucauldian inspiration, using Discourse Analysis as a methodology. Institutional documents were examined and a hybrid discussion group was held with health professionals working on IFRN campuses. The analysis considered the historical conditions in which the discourses emerged, everyday practices, and the ways in which these practices strain or reinforce the medicalizing paradigm. The results showed that, although institutional documents show signs of a welfare-oriented and medicalizing rationality, they also open up opportunities for health education as a pedagogical practice linked to comprehensive human development. Similarly, the discourses of the multidisciplinary team revealed tensions between the institutional demand for clinical actions and pedagogical initiatives focused on listening, circulation in school spaces, and the promotion of expanded care. Thus, pedagogical practices in health are configured as strategies of resistance, capable of loosening the threads of medicalization and establishing movements of displacement within biopower. These findings allow us to affirm that the objectives were achieved, confirming that the discourses on pedagogical practices in health at IFRN are not outside medicalization, but rather traverse and destabilize it. The thesis, therefore, contributes to broadening the theoretical debate on medicalization and resistance in the field of EPT and to giving visibility to the daily actions of health teams, reinforcing the need for broader institutional articulation, including in selection processes and professional training policies.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Nortept_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectPráticas pedagógicaspt_BR
dc.subjectEducação em saúdept_BR
dc.subjectResistênciapt_BR
dc.subjectMedicalizaçãopt_BR
dc.subjectEducação profissionalpt_BR
dc.subjectPedagogical practices;pt_BR
dc.subjectHealth educationpt_BR
dc.subjectResistancept_BR
dc.subjectMedicalizationpt_BR
dc.subjectProfessional educationpt_BR
dc.titleAs práticas pedagógicas em saúde no IFRN como dispositivo de resistência à medicalização do corpo: rompendo os fios da marionetept_BR
dc.typeTesept_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8444508832543772pt_BR
dc.contributor.advisor1Lima Neto, Avelino
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3231870235953025pt_BR
dc.contributor.referee1Lima Neto, Avelino
dc.contributor.referee2Soares Junior, Azemar
dc.contributor.referee3Albuquerque, Rossana
dc.contributor.referee4Costa, Bruno
dc.contributor.referee5Cavalcante, Ilane
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentNatal-Centralpt_BR
dc.publisher.programOutropt_BR
dc.publisher.programOutropt_BR
dc.publisher.initialsIFRNpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIÊNCIAS HUMANAS::EDUCAÇÃOpt_BR
dc.description.resumoEsta tese investigou as relações entre as práticas pedagógicas multidisciplinares em saúde no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e o processo de medicalização do corpo na sociedade contemporânea. O estudo partiu da compreensão de que a medicalização, ao transformar experiências humanas em objetos de intervenção biomédica, também atravessa o espaço escolar, incidindo sobre corpos e subjetividades. Em contrapartida, práticas educativas em saúde podem atuar como dispositivos de resistência, criando fissuras nos discursos hegemônicos e produzindo novos modos de subjetivação. O objetivo geral foi analisar os discursos sobre as práticas pedagógicas em saúde no IFRN, a fim de compreender de que modo essa produção discursiva, ao tensionar o funcionamento da medicalização do corpo na contemporaneidade, configura-se como dispositivo de resistência. Os objetivos específicos consistiram em: discutir a medicalização do corpo na contemporaneidade e suas possíveis implicações na Educação Profissional e Tecnológica (EPT); compreender as condições de possibilidade que fazem emergir discursos sobre as práticas pedagógicas em saúde nos documentos institucionais do IFRN; e problematizar os discursos da equipe multidisciplinar em saúde, evidenciando em que medida tais práticas operam como formas de resistência à medicalização. A pesquisa foi desenvolvida sob inspiração foucaultiana, tomando como metodologia a Análise do Discurso. Foram examinados documentos institucionais e realizado um grupo de discussão híbrido com profissionais da saúde que atuam nos campi do IFRN. A análise considerou as condições históricas de emergência dos discursos, as práticas cotidianas e os modos como estes tensionam ou reforçam o paradigma medicalizador. Os resultados apontaram que, embora os documentos institucionais evidenciem marcas de uma racionalidade assistencialista e medicalizante, também abrem brechas para a educação em saúde como prática pedagógica articulada à formação humana integral. Do mesmo modo, os discursos da equipe multidisciplinar evidenciaram tensões entre a demanda institucional por ações clínicas e as iniciativas pedagógicas voltadas à escuta, à circulação nos espaços escolares e à promoção do cuidado ampliado. Assim, as práticas pedagógicas em saúde se configuram como estratégias de resistência, capazes de afrouxar os fios da medicalização e instaurar deslocamentos no interior do biopoder. Tais achados permitem afirmar que os objetivos foram alcançados, confirmando que os discursos sobre as práticas pedagógicas em saúde no IFRN não se situam fora da medicalização, mas a atravessam e a desestabilizam. A tese, portanto, contribui ao ampliar o debate teórico sobre medicalização e resistência no campo da EPT e ao dar visibilidade às ações cotidianas das equipes de saúde, reforçando a necessidade de articulação institucional mais ampla, inclusive em processos seletivos e políticas de formação profissional.pt_BR


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